segunda-feira, agosto 04, 2003

A república DOS bananas

Ser português é:
Viver num paí­s à beira mar plantado, mas que tem uma indústria de pescas moribunda.
Querer ir a uma consulta médica e ter de esperar horas à chuva desde as 4 da manhã para ter hipóteses de levar para casa uma receita que a sua miserável reforma de pensionista por vezes nem sequer cobre.
Passar horas e horas em filas para uma ponte que leva à Capital do país, na qual paga portagem ou sujeitar-se a um desvio de 50 Km, quando na segunda cidade do país existem várias pontes sem portagem.
Saber que a principal razão da localização da Ponte Vasco da Gama (uma das maiores do mundo, pois claro) prendeu-se com negociatas de especulação imobiliária das quais beneficiaram os corruptos do costume.
Sentir-se chocado e surpreendido com a generalizada corrupção a vários ní­veis da sociedade, mas que no entanto toda a gente sabia existir.
Descobrir que algumas das suas figuras mais populares poderão estar envolvidas num escândalo de pedofilia com contornos ainda por esclarecer.
Ver uma ex-ministra da saúde que graças a um ineficaz sistema de justiça está impune das responsabilidades na morte de dezenas de hemofílicos.
Ouvir um grupo de individualidades incluindo a atrás referida criticar o mesmo sistema de justiça que agarrou alguns dos seus amigos poderosos.
Nunca ter ouvido o mesmo grupo de individualidades defender os milhares de desgraçados que por anos sofreram o mesmo.
Conter a revolta de ver outros europeus a ganhar o dobro e a pagar metade dos impostos e a ter o triplo da qualidade dos serviços prestados pelos organismos públicos.
Ser o único país do mundo que todos os anos tem uma época de fogos que alastram de norte a sul, tendo neste ano 15 dos 18 distritos com incêndios.
Ter um país com dez (10) estádios de futebol novos ou remodelados mas que não tem verbas para dotar de meios as corporações de bombeiros.
Observar todos estes e muitos outros factos, resultantes dos sucessivos governos com polí­ticos incompetentes e corruptos e mesmo assim continuar a ser parte de um povo de "brandos costumes".

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