Segunda-feira, Agosto 16, 2010

Instrumentos de tortura - O Berço de Judas

 O Cinturão de Metal que se vê na foto procede de uma colecção de um proprietário Italiano de Milão denominada “Colecção Zingarelli”.

Este cinto foi utilizado entre os anos 1500 a 1700. A Manivela, roldanas e argolas de parede provêem de uma herdade Toscana, onde se usavam desde o início de 1900 até aproximadamente 1970, para carregar carroças.

A pirâmide de Madeira é uma reconstrução moderna.



A tortura do Berço de Judas, exemplificada na gravura abaixo, variou muito pouco desde a idade média até aos nossos dias.

 A vítima é içada e descida sobre a ponta da pirâmide, de tal maneira que o seu peso assenta sobre o bico na zona do ânus, na vagina, debaixo do escroto ou debaixo do cóccix (nas duas ou três últimas vértebras). O verdugo, seguindo as indicações dos interrogadores, pode variar a pressão, desde muito pouco, até à totalidade do peso do corpo. Pode, ainda, sacudir a vítima ou fazê-la cair repetidas vezes, sobre a ponta.

O “Berço de Judas” em Italiano, Culla di Giuda, em Alemão, Judaswiege e, em Inglês, Judas Cradle, era em Francês conhecido como La Veille – “A Vigília”.

Informações sobre a origem, autoria e motivação da publicação deste post, aqui.

Sexta-feira, Agosto 13, 2010

Saramago - A obra e o homem

Passo a transcrever um texto que me foi enviado pela autora e que é um belo ensaio sobre a obra de José Saramago.

Para ler com atenção.

Deixo também um link mais abaixo para um texto de Carlos Pinto Coelho desta vez sobre o Homem José Saramago e que espelha, na minha opinião, o pior defeito de Saramago: a sua incoerência.

Mas o que conta é a obra que deixou. O resto são minudências.

Coimbra, 19 de junho de 2010

Último regresso à Pátria exilada: adeus a José Saramago

Por Rosângela Divina Santos Moraes da Silva*

(*) Doutoranda em Línguas e Literaturas Modernas, pela Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra-Portugal; bolseira investigadora pela FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia portuguesa), Centro de Literatura Portuguesa/FLUC; integrante do grupo de pesquisadores de Crítica Textual/UERJ-RJ (CAPES e CNPQ); graduada e pós-graduada em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás/UFG-GO (bacharelado e licenciatura em Letras Vernáculas, especialização em Leitura e Produção de textos, mestrado em Literatura), pós-graduada em Docência Universitária pela Universidade Salgado de Oliveira/ UNIVERSO-GO; ex-professora de Língua portuguesa aplicada aos cursos de graduação e pós-graduação da UNIVERSO (dentre eles: Letras, Direito, Pedagogia e Docência Universitária), PUC-antiga Universidade Católica de Goiás/UCG-GO(graduação em Direito, Filosofia, Psicologia e outros), Universidade Estadual de Goiás/UEG-GO (graduação em Letras), UNIFAN- atualmente, Faculdade Alfredo Nasser (graduação em Farmácia, Enfermagem, Fisoterapia e Educação Física) e de Literatura brasileira e portuguesa no Colégio Visão, bem como ministrou aulas dessas disciplinas em outros colégios de ensino fundamental e médio, tanto no âmbito privado quanto público, em Goiânia, Estado de Goiás- Brasil.

“Não se trata de instruir, senão educar.”

José Saramago (Democracia e Universidade)

Tal qual o homem do barco, José Saramago, logo de manhã, segue em sua última viagem, rumo ao cais em busca da ilha desconhecida, no dia 18 de junho próximo passado. Sua mulher da limpeza, María Pilar Del Río Sánchez acompanhou-o, apoiando-o desde o exílio voluntário em Espanha ao último regresso à Lisboa, na tarde de sábado, dia 19, ao velar o translado do féretro com os seus despojos em um avião da Força Área Portuguesa, o FC-295. A Pátria que o hostilizou, agora o reconduz à terra, na qual nascera, na pessoa da Ministra da Cultura Gabriela Canavilhas e o recebe, na figura de várias autoridades políticas, intelectuais, com Honraria Militar, no aeroporto de Figo Maduro e, depois, em escolta de batedores da Polícia pelas ruas da Capital portuguesa.

A incompreensão hostil, sobretudo, de seu livro Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991) que não fora aceito pelo governo português a concorrer um Prêmio Europeu e que suscitou severas críticas do Vaticano por entender seu texto como ofensa deliberada aos católicos, além de sua postura cética frente à Igreja, política, literária e ideológica, levou Saramago a buscar uma nova Pátria acolhedora. O povo espanhol sente a sua perda como o português, o brasileiro e muitos outros. A cerimônia solene em sua homenagem (1) realizada no salão nobre, dos Paços do Concelho, na Câmara Municipal de Lisboa é a última acolhida, um reconhecimento, mais que merecido, do qual a sociedade e governo português eram-lhe devedores, por tudo que ele alcançou, elevando a Cultura, a Literatura, a Língua portuguesas a nível universal, mas há que se ter também em consideração o seu valor humano e ideológico extraordinários, de insubmissão, de uma frontalidade incomparável, de intervenção pública, política e não só literária.

Nascido a 16 de novembro de 1922 , na província de Ribatejo, aldeia de Azinhaga, Saramago (sobrenome que lhe foi dado por um tabelião quando de seu registro, datado oficialmente no dia 18), aos 87 anos, sucumbe a complicações respiratórias e à falência múltipla dos órgãos em decorrência de uma leucemia crônica. O ícone autodidata, irreverente e polêmico Saramago, nome, também, de uma planta cujo alimento serve aos pobres em momentos duros, de dificuldades, lega às culturas de Língua portuguesa (em especial, Portugal, Brasil e Moçambique) e, também, ao mundo, um conjunto de obras literárias: romances, contos, crônicas, diários, poesias e peças teatrais, muitas das quais foram traduzidas em várias línguas, em mais de 30 países, dentre elas: o húngaro, o sueco, o romeno, cujo privilégio tiveram de conhecê-lo e divulgá-lo, tornando-o um escritor de interesse e de valor ímpar no âmbito internacional.

Valor esse dignificado por reiteradas vezes ao ser ele laureado por diversos prêmios, nacionais e estrangeiros, de entre os quais destacam-se seis: sendo dois recebidos no ano de 1992, um intitulado Internacional de Ennio Flaiano por Levantado do Chão e o outro, Grande Prêmio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores com O Evangelho Segundo Jesus Cristo; em 1995, mais dois, o de Camões e de Consagração SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) por O Ano da Morte de Ricardo Reis; o da Crítica (Associação Portuguesa de Críticos) e, em 1998, recebeu, com grata felicidade, a mais alta condecoração no cenário cultural da literatura, a de Prêmio Nobel, o único conquistado por um autor de Língua portuguesa, consolidando-o como um dos maiores e mais representativos escritores da Literatura contemporânea em Língua portuguesa.

“O operário da escrita” como José Saramago se autodefinia, embora com a saúde muito debilitada, nunca se deixou abater. Escrevia sempre. Além de um livro inédito intitulado Clarabóia, rechaçado pela editora (o único que o escritor teve rejeitado em vida por uma editoria), há por volta de 30 páginas escritas de um outro romance sobre as Guerras e suas motivações, o qual o escritor deixou inconcluso, como há, ainda, uma outra obra Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas!, ao contrário do que se possa pensar não é uma mera referência intertextual direta e de retomada do verso do dramaturgo Gil Vicente, tendo em conta não se tratar das alabardas cortantes da Idade Média, muito menos à obra vicentina, mas do tráfico de armas, segundo o divulgado por José Sucena, Administrador da Fundação José Saramago, pela imprensas brasileira (2) e portuguesa (3).

Considerado por Gabriel Garcia Marques um escritor tardio e por Harold Bloom um dos maiores novelistas vivos em todo o mundo, Saramago subverteu a gramática, criando um estilo próprio e autêntico, anti-convencional, demonstrando em cada obra um mundo particular, sua escrita é irrepetida, por vezes, de díficil leitura, de rebuscamento, de longos parágrafos, sem travessões e pontos finais (ele detestava estes últimos) a exemplo de Levantado do Chão(1947) e História do Cerco de Lisboa (1989). No entanto, instiga o leitor a percorrer caminhos de uma reflexão madura e consciente do papel humano, de sua experiência existencial, sua trajetória e de seu fim, demonstrando uma dialética com o ser e o estar no mundo, numa inefável impossibilidade de dizer-nos tudo, o que implica uma perspectivação integrada de criação estética altamente qualificada.

Para Saramago, a História não era vida real, mas a Literatura. Traduzia a morte com uma racionalidade e simpleza única: é o estar aqui hoje e no amanhã não estar. Num domingo de sol intenso em Lisboa, Portugal, Espanha, Brasil, bem como vários países da comunidade lusófona e, também diversos outros do globo, dão testemunhos de que o “Operário da escrita”, o humilde serralheiro mecânico, que não pôde ir à Universidade, cujo primeiro livro comprou aos 19 anos, com o dinheiro emprestado de um amigo, ascendeu socialmente pelo ofício da escrita literária, conquistou o título de Doutor Honoris causa por várias universidades tradicionais, entre elas as de Coimbra, Estocolmo, Brasília, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e soube como poucos, entre as várias obras que escreveu, sair da Terra do Pecado(1947), Levantado do chão(1980), edificar um Memorial do Convento, seguir em sua Jangada de Pedra(1986), construir uma História sobre o cerco de Lisboa (1989), exilar-se por vontade e convicção em Lanzarote, após a hostilidade sofrida pelo seu Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991), para tempos depois, como último desejo, regressar das Ilhas Canárias, numa definitiva e eterna Viagem a Portugal (1981), às nostalgias de sua infância, às suas reminiscências, às suas raízes rumo ao Conto da Ilha desconhecida (1997), ainda que, inexoravelmente, considerado “um homem, um intelectual sem reconhecimento metafísico e um marxista populista e extremista” pelo Vaticano (4).

Assim, dia 20 de junho de 2010, pela hora do meio dia, prossegue em sua eterna caminhada, o nosso homem do barco, cujas mãos hábeis tornar-se-ão cinzas no porão das velas no Alto de São João, em Lisboa, ao som de um violoncelo, tocado por um Vestido vermelho, agraciado por salvas de palmas e de livros (estes de sua autoria) e por inúmeros cravos vermelhos, um símbolo republicano português. Ele não empreende a viagem junto ao seu Pilar, segue solitário em seu destino, como sentiu-se no corredor longo e deserto do aeroporto, após comemorar com os editores de Madrid o Nobel de Literatura, em 1998, deixando-nos o seu imenso legado cultural, literário, político, histórico e humano.

Apesar de Os Apontamentos (1976) positivos e negativos da Crítica e da Igreja, As Opiniões que o DL Teve (1974) e de demais pessoas, José Saramago segue sereno e confiante de que qualquer indivíduo cônscio de sua função social, histórica, política, religiosa e ideológica pode comandar seu próprio leme, ainda que nas Intermitências da Morte (2005), leve, n(A) Bagagem do Viajante (1996), Don Giovani ou O Dissoluto Absolvido(2005), O Homem Duplicado (2002) e su(As) Pequenas Memórias (2006), congregando Todos os nomes (1997) e não ser considerado um Objeto quase(1978), inerte n(O) Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), ou O Ano de 1993 (1975), ou de qualquer outro tempo, diante da misteriosa Caverna(2000): a existência humana, a Maior Flor do Mundo (2001).

Agora, em sua nova rota, é ele o próprio personagem, o homem do leme, o protagonista a contar-nos a sua história e muitas outras Deste Mundo e do Outro (1971), como a d(A) Segunda Vida de São Francisco de Assis(1987) numa verdadeira Poética dos cinco sentidos- O ouvido (1979) em busca de uma Provavelmente alegria(1970).

Oxalá, num(A) Noite (1979), In Nomine Dei (1993), que a sociedade em geral, científica e eclesiástica dos cinco cantos do mundo saiba abstrair Os Poemas possíveis(1966) dos Cadernos de Lanzarote (I,II, III, IV,V, 1994/1996 *…+) uma pergunta crítica, ponderada, indiscriminatória: Que Farei com este Livro?(1980), para que um dia não façamos A Viagem do Elefante (2008) e não nos deparemos com o espelho de Caim(2009). O Bom filho à casa torna, sempre! A partir de agora viverá na memória de todos sob um pedra em um jardim português, como um Manual de Pintura e Caligrafia (1977).

(1) A Cerimônia, inicialmente fechada à população portuguesa, contou com a presença dos familiares de Saramago, além de muitas autoridades políticas, intelectuais e celebridades, destacando-se a do Doutor Carlos Reis, Reitor da Universidade Aberta, as das escritoras Lídia Jorge e Nélida Pinhõn e a dos líderes do Partido Comunista, ao qual Saramago era filiado e nunca o abandonou apesar de publicamente ter sido contrário a alguns atos e acontecimentos dentro do próprio partido, como também ao ocorrido em Cuba (execução de três cubanos, em 2003), o que o levou a vociferar críticas ao sistema castrista de Fidel Castro. José Saramago, embora defendesse ferinamente seus pontos de vista, seja para quem fosse: político ou religioso, tinha sempre disposição a alterá-los se fosse convencido do contrário. Fato este comprovado, mais tarde, após o episódio cubano, ao aclamar Fidel e esboçar sua reação contra o pseudodemocrativismo dos EUA, denominando o sistema norte-americano de “fisionomia fascista”.

(2) Reportagem de Antônio Gonçalves Filho, em 19 de junho de 2010, no jornal” O Estado de São Paulo”.


(3) Noticiário da Tarde da Emissora de Televisão portuguesa RTP1 (em direto), 19de junho de 2010.


(4) Artigo do Osservatore Romano, citado pela La Repubblica ( in Jornal Público, Edição Porto, dia 20 de junho de 2010, p.3)


O Homem:

Por Carlos Pinto Coelho

Os dois Saramagos que conheci

FOI A TARDE em que todos os demónios invadiram o meu Diário de Notícias. Pelos corredores fervilhavam inquietações e boatos. O senhor Raimundo, o mais antigo contínuo da Redacção do jornal, vem dizer-me que sou chamado ao gabinete do director. Meia hora depois tomo conhecimento de que estou despedido (ou “saneado” como então se dizia). Exactamente um ano depois da alegria dos cravos.

Na vetusta “sala verde”, onde Augusto de Castro vivera as suas gloriosas décadas de director do Diário de Notícias, estava agora José Saramago à secretária, rodeado de gente. Era ele o recém-chegado director-adjunto do jornal, designado pelo Partido Comunista para conduzir o Diário de Notícias pelos caminhos da revolução, general com poder para movimentar o que houvesse que movimentar. Mas não foi ele quem me recebeu, antes um jornalista chamado Luís de Barros, militante que o Partido designara director do jornal. De modo que foi Barros quem me transmitiu, de forma atabalhoada, a sentença ditada por Saramago. Não soube do que era acusado, nem ouvi menção a faltas, crimes ou desvarios, ideológicos ou outros. Soube apenas que estava na rua (“saneado”) e ponto final. Tinha entrado, pura e simplesmente, na enxurrada de “reaccionários” e “fascistas” em que milhares de portugueses fomos embrulhados pela turba cega que tinha tomado as rédeas dos órgãos de informação.

Lembro-me de que o meu convicto carrasco me conduziu à porta do seu gabinete, contíguo à “sala verde”, e que, nesse momento, olhei uma última vez para o Supremo Inquisidor. Continuava á secretária, rodeado de gente, sereno, hirto, distante. Dominador.

Anos e anos se passaram. Nas voltas da vida, Saramago é banido do Diário de Notícias e escreve os seus melhores romances, eu vou para a televisão e faço o Acontece na RTP 2. E um dia encontramo-nos, ele escritor prestigiado, eu jornalista conhecido. Foi no restaurante do campo de golfe de Tróia. Um almoço volante onde estavam dezenas de jornalistas e escritores, já não me lembro porquê.

Vejo-o sozinho a uma mesa. Pego no meu café, aproximo-me, cumprimento-o. Sou retribuído com um sorriso e convite para me sentar. Pergunto: “O Saramago acha-me um reaccionário ou um fascista?” Olha-me, perplexo: "Que pergunta, Carlos!” Recordo então a tarde em que todos os demónios invadiram o meu Diário de Notícias. Ele, atento, assombrado, a ouvir. Eu, sereno, a esmiuçar os mil detalhes que carregava na alma. E foi quando, levantando-se pesadamente, com todo o vagar do tempo inteiro, um Saramago formalíssimo, quase solene, mas também subitamente abatido como se alguma rajada de vento mau por ali andasse, murmurou qualquer coisa que não percebi à primeira. Ele repetiu: "Peço-lhe perdão.” E estendeu-me a mão. Avancei um abraço.

No exemplar do Memorial do Convento que anos depois me autografou, guardo o seu abraço “com amizade (muito mais do que as palavras...)”.

In Jornal Público de 23 Jun 10

American dream

"It's called the American Dream, because you have to be a sleep to believe it"

Gente a dormir é o que não falta, acordem.

video

Terça-feira, Agosto 10, 2010

Se não fosse trágico dava para rir

Já venderam a banha da cobra toda (leia-se Tamiflu) por isso já podem dizer que acabou a pandemia... que nunca existiu.

OMS anuncia o fim da pandemia da gripe A

Sexta-feira, Julho 30, 2010

Miguel Veloso no Génova

Já vai tarde...



Grande contribuição para aumentar as possibilidades de êxito do SCP nesta época.


Mandar este cromo passear.

Já vai tarde. Pagaram? Melhor ainda.


Nunca me esquecerei das palavras de um anterior empresário, há bastante tempo atrás, quando lhe perguntei se não o conseguia vender a algum clube.

Ele respondeu: "E quem é que o quer?!"

Finalmente alguém caiu na esparrela.

Saiu a fava ao Génova.

Miguel Veloso certo no Génova

Quarta-feira, Julho 14, 2010

Vamos estar atentos

Seria engraçado acompanhar o percurso profissional e/ou político deste "perito" mencionado na notícia abaixo, e verificar uma subida em flecha do sucesso desta pessoa, que curiosamente não é mencionada por nome.

Ou será que sou eu que tenho a mania das teorias da conspiração?

O tempo dirá.

Perito judicial diz que processo de licenciamento do Freeport não tem ilegalidades

Descoberta da pólvora

Num país que praticamente nada produz e importa grande parte do que consome, desde quando é que isto é notícia?

Economista Sampaio e Mello diz que Portugal corre o risco de falência

Depois não digam que eu não avisei

Para evitar problemas, é bom que este manual não tenha muitas ilustrações...

Casa Pia lança manual para profissionais em caso de suspeita de pedofilia

Domingo, Julho 11, 2010

VIVA ESPANHA

Hoje gritei um golo pela Espanha como se o gritasse pela Selecção Portuguesa ou pelo SCP.

Hoje fui Espanhol.

VIVA ESPAÑA! PARABENS ESPAÑA!

Hoje fez-se justiça. A Espanha (melhor equipa deste mundial) soube ganhar. A Holanda não soube perder, com a sua normal arrogância.

Se o árbitro tivesse expulsado, como devia, alguns Holandeses, o sofrimento não teria durado tanto.

Mas foi bom sofrer e ganhar assim. Que bela jogada, que belo golo.

ESPANHA É CAMPEÃ MUNDIAL.

E o Ronaldo? Quem é?

Se calhar roubou o dinheiro para arranjar os dentes, coitada

Uma sugestão a esta profissional: retire os dentes todos!

Assim não afugenta os clientes e até pode ser que passe a ter mais clientes sem os dentes a atrapalhar.

Não? Ok.

O que mais me espanta nesta história é o cliente recusar sexo depois de ver os dentes dela.

Ver esta cara não era suficiente?



Cliente recusa sexo com prostituta devido a problemas dentarios

Simão Sabrosa: Fica no Atl. Madrid

A notícia abaixo linkada refere que "o Atl. Madrid manifestou o desejo de manter o internacional português Simão Sabrosa". Pois, pois.

Na verdade o SLB não quis abrir os cordões à bolsa, porque com o feitiozinho deste puto mimado (embora já não tenha idade para isso) os directores do Atlético de Madrid e especialmente os colegas de equipa, deviam estar desejando vê-lo pelas costas.

Não é por acaso que existem rumores de desentendimentos de vários jogadores com Simão na selecção.

Sobre o carácter deste menino também já falei n' A Matriz, isto é só a prova que o Simãozinho Chorão continua o mesmo. Tadinho do Simãozinho, ninguém o quer...

Notícia do Correio da Manhã

Revolta dos capitães

Não é só no Sporting que existem problemas com os capitães de equipa...

Revolta dos capitaes

Terça-feira, Junho 29, 2010

Queiroz, GO HOME!

E lá vieram os Infantes para casa.

Graças em grande parte ao "Prof." Queiroz.

Com Mourinho seríamos campeões.

O Ronaldo não estaria em campo tanto tempo, o Hugo Almeida não tinha saído naquele momento e os restantes até comiam a relva.

E os Espanhóis iam para casa.

Eduardo: ENORME Eduardo. O melhor GR do mundial. De caras! Que jogo. Que defesas!

Eduardo para o Sporting. Já! (sonhos)

A partir de agora a minha equipa é a Argentina.















Os meus amigos Brasileiros que me perdoem.

Desde 1986 que me apaixonei pela Alviceleste graças ao melhor jogador de todos os tempos:

Diego Armando Maradona.
















Desculpem-me lá mas o coração é que manda.

Paixão a gente não escolhe não é?

Terça-feira, Junho 22, 2010

Reloading II

Para quem apenas agora conheceu A Matriz:

Afinal, o que é A Matriz?

A Matriz é um blog dedicado à análise de tudo o que possa interessar aos autores criado em 25 de Julho de 2003. Tem tido algumas interrupções ao longo do tempo por diversos motivos, mas tem estado apenas adormecido. Não morreu. Não será um blog com actualizações muito frequentes devido à falta de tempo mas de vez em quando terá coisas novas.

Este blog faz algumas óbvias referências à trilogia Matrix, bem notórias nas analogias utilizadas e no próprio layout.

É um blog que aborda como tema todas as áreas da sociedade incluindo o desporto já que é um blog assumidamente leão.

No entanto procura sempre que possível lançar um olhar atento e mordaz aos acontecimentos recentes e tenta sondar abaixo da superfície e apontar as verdadeiras motivações por trás de determinadas afirmações que por vezes se fazem.

Convenhamos que os objectivos são nobres. Certamente nem sempre serão atingidos. Afinal ninguém é perfeito.

O autor usa pseudónimo mas não é anónimo. Pode ser contactado clicando no perfil na coluna do lado.

Este é também um blog aberto à crítica, portanto inclui comentários.

Entre n' A Matriz, escolha o comprimido vermelho.

Domingo, Junho 20, 2010

E Deus criou... a Mulher

Mais abaixo está um texto que expressa na perfeição o que muitos homens pensam sobre as mulheres.

Estou a transcrevê-lo como homenagem ao ser terrestre mais perfeito que existe, e ao mesmo tempo é um grito de revolta contra a futilidade e a hipocrisia que tanto vejo por aí, em que parece que se dá valor apenas às aparências e a um suposto ideal de beleza.

Caraças, eu podia perfeitamente ter escrito isto!

Mas pronto, um tal de Paulo Coelho, adiantou-se.

Limito-me a assinar por baixo...


"Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.

Não temos a menor ideia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas.

As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheiinhas, femininas....

Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fracção de segundo.

As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são rectas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.

Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.

A maquilhagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.

As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas. Porque razões as cobrem com calças longas? Para que as confundam connosco?

Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim.

Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.

É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulímica e nervosa logo procura uma amante cheiinha, simpática, tranquila e cheia de saúde.

Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês. Porque, nunca terão uma referência objectiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher.

Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.

As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas.

Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em Setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade não se saboreia e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.

Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tiram a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa... viveram!

O CORPO DA MULHER É A PROVA DE QUE DEUS EXISTE.

É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de Cesarianas e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.

Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!

A beleza é tudo isto."

Quarta-feira, Janeiro 03, 2007

MATIZES

“Manifesto uma certa antipatia é por este sistema, esta coisa instalada, que, em nome do negócio, suga a imaginação e o espírito da rádio e transforma uma considerável fatia da nação num exército indiferente de zombies-easy-listening.”

Eis A Matriz em todo o seu esplendor. O “sistema” que “suga a imaginação” e cria “zombies”, ou seja malta a dormir. Receita: Comprimidos Vermelhos com fartura. Benvindo ao mundo real caro Markl.

Dejá Vu

Ou como dizem os Radiohead, "No surprises".

Onde é que eu já vi este filme?



“Já são dois projectos a que estou associado que acabam desta maneira: amargamente, mas com uma tal quantidade de manifestações de apreço e afecto que é impossível, para quem esteve de alguma forma associado a este projecto, não deixar de sentir uma certa ideia de missão cumprida. Interrompida, mas cumprida.”

Markl, A culpa não é tua.

“A realidade é cada vez mais à prova do idealismo e do romantismo de movimentos como o que está a acontecer a propósito do fim da SIC Comédia”

A realidade… é uma Matriz. Acorda, Nuno.

Quinta-feira, Dezembro 28, 2006

O Natal de Mr Bean




Porque a malta quer é rir.

ESCOLHAS

aos olhos do criador

Comentário ao post de Pedro Arroja acima linkado:

"O ser humano foi criado com o livre arbítrio ou seja a necessidade de fazer escolhas. O ser humano acha que se for impedido de fazer escolhas perde a liberdade como tal reage mal a coisas impostas, seja pela religião seja pelo que for. No entanto o que significa realmente ser livre? Na minha opinião o ser humano só é feliz se fizer as escolhas corretas. Quais são elas? A resposta está n' A Matriz. Para achá-la tem é que se procurar com atenção."

Próxima pergunta: O QUE É A MATRIZ?

Love is all we need

Pela musica, pelo filme. Vale a pena ver este post. Grande Nelson.